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Coaching para Mudança de Cultura Organizacional



Por Renato Morandi A abordagem de Coaching no dia-a-dia profissional pode aumentar a probabilidade de realizar os objetivos organizacionais e em especial estabelecer uma Cultura Organizacional vencedora. O processo atua como catalisador para a Mudança Cultural em organizações, em especial a utilização dos princípios criados por Bernd Schmid para facilitar que profissionais-chaves realizem esta atividade com a consciência de um meta-modelo objetivo para guiar as interações com as pessoas no sistema organizacional.

Um processo de mudança inicia de várias formas: a troca do sistema de gestão corporativa, um planejamento estratégico, um novo projeto, um novo produto, um novo serviço, aquisições, fusões ou venda, seja qual for a situação existe um terreno que precisa ser definido, demarcado, conquistado.

Adicionar sessões de Coaching para os principais atores neste processo de mudança traz benefícios como: reduzir resistência natural a mudança do ator principal e/ou seus liderados, focalizar energia no que é necessário, evitar conflitos desnecessários, resolver adequadamente conflitos necessários, criar uma segurança mínima para que novos papéis profissionais e organizacionais seja exercitados, criar opções dignas para aqueles cujos valores destoam dos requeridos, ativar comporta- mentos produtivos e com isso tudo efetivar a mudança.

Estes atores possuem papéis adequados até então à Cultura vigente e que precisam ser compreendidos e claramente definidos para que a partir da consciência dos limites que o definem, o profissional possa avaliar o que necessita ser ajustado à Cultura desejada e se deseja fazer o ajuste ou encontrar opções onde será bem-vindo no papel escolhido.

Ativar e desativar papeis, e/ou características que os compõem, na medida em que mudamos de ambiente é uma habilidade que pode ser muito desenvolvida e refinada em Processos de Coaching. Podemos observar, para exemplificar, que um(a) Gerente na empresa ao chegar em casa, desliga esse papel ou partes dele para ativar o papel de pai/mãe. Podemos pensar que nesse processo os dois papéis são totalmente distintos em suas características, exigindo habilidades, conhecimentos e atitudes também distintas; ou que alguma parte de um papel pudesse eventualmente permanecer para constituir o outro papel.

Um Processo de Coaching utilizando esta abordagem focaliza com visão sistêmica o mundo do Coachee como composto por um conjunto de ambientes onde ele percebe o impacto da mudança e também pelos papéis necessários para obter o resultado desejado. Estes papéis reúnem o conhecimento (saber), as habilidades (saber fazer), e atitudes (disposição interna que é expressa no comportamento) necessários para um desempenho adequado e fundamental à mudança.

Compreender papéis desempenhados e suas fronteiras, é um olhar sistêmico, complexo e com grande potencial para elevar a consciência da responsabilidade e capacidade existentes no Coachee de uma forma simples, para ser usado em processos de mudança.

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