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Os mundos em que vivo, em que papel eu atuo?

Autora: Margarete De Boni

Nós vivemos em mundos: privado, organizacional-comunidade e profissional. Quem habita estes mundos somos cada um de nós, onde vivemos papeis correspondentes a cada um deles. ​

O mundo privado é onde temos o maior número de papeis: mãe, pai, filho, sobrinho, prima, genro, irmão, tio, tia, esposa, esposo e muitos outros. O mundo organizacional, é onde atuamos como analistas, diretores, gerentes, operadores e temos, além de nosso sobrenome, um outro, que em geral é o nome da empresa. O mundo profissional nos remete ao especialista que cada um de nós é. Marceneiro, professor, cozinheiro, psicólogo, administrador, engenheiro, arquitetos, advogado.  Ou seja, é a expertise profissional que eu tenho.  ​

Assim, cada um destes papeis, tem um jeito único de sentir, de pensar e de ver a realidade. Que se expressam através de um comportamento e de um relacionamento específico para aquele papel. ​

Em alguns momentos pode ocorrer de haver uma contaminação destes papeis. Ou seja, papeis do mundo privado se intrometem no mundo organizacional, por exemplo. Algumas vezes assistimos pessoas atuando na empresa como se fossem pais ou mães de suas próprias equipes. Quando isso ocorre, esta pessoa perde competência e percepção daquele papel em que se encontra.​

Todas estas nuances no comportamento e nas relações que vivemos, muitas vezes são traduzidos pelo desafio “de separar a minha pessoal da minha vida profissional”. Porém, o desafio não é separar, mas integrar. Quando se vive o momento presente, setir, pensar e agir estão em coerência. E isto é competência e autonomia. Quando, por algum motive, existe esta sobreposição de papeis, o nível perceptível e de atuação diminui.  E passamos a nos comportar e relacionar de forma inadequada àquele momento presente. Mais uma vez o nosso desafio e trabalho nobre de desenvolvimento, é estar em presença no momento em que estamos. Afinal, desenvolvimento requer, atenção, cuidado e comprometimento. ​

E cada papel tem um sentimento, pensamento, e uma visão de realidade de forma única. Estes aspectos se tornam conhecidos a partir do comportamento e das relações que estabelecemos. ​

São percebidos, porque estão no mundo interno de cada um. que se expressa através do meu comportamento e o meu comportamento impacta em relacionamentos. Se eu me comporto como uma mãe, provavelmente terei um contra papel de alguém que vai se comportar como um filho.​

Esta consciência dos diferentes papeis é fundamental para eu saber de quem mundo eu estou. No mundo organizacional , sócia, diretora. Quando neste mundo onde eu tenho um papel organizacional, mas eu me comporto como mãezona , eu fiz uma sobreposição de papeis, e a minha visão de realidade fica distorcida. Com isso eu perco competência de atuação. Se no meu trabalho com um cliente, eu me comporto como uma mãe, eu estou inadequada.