• ICP

Uso de Imagens de Fundo Inspiradoras e do Teatro Metáfora em Coaching Profissional

Dr. Bernd Schmid



Personalidade em termos do Teatro Metáfora


O Teatro Metáfora pode ser usado para uma ilustração descritiva da pessoa. Os episódios da vida da pessoa são transformados em ‘cenas’, as quais nos permitem colocar questões da personalidade em uma quadro de referência de tempo e espaço. Isto nos possibilita diferenciar contexto de vidas diferentes, nos quais estágios, histórias, papéis e interações entre os participantes possam ser ressaltados. Para cada pessoa podemos descrever um portfólio de papéis, atuações, palcos e peças performadas neles. Estes componentes abrangem a personalidade em ação. Pelo escrutínio cuidadoso destes portfólios, nós somos capazes de identificar a personalidade viva, mas também ganhar insights sobre os traços de personalidade escondidos, a personalidade oculta. Juntas, as cenas sucessivas da vida e suas qualidades constroem um curso da vida e seu significado.


Muitas pessoas são hábeis intuitivamente para lidar com metáforas do teatro do mundo facilmente, enquanto contemplam como suas vidas e suas personalidades podem ser mudadas. Mesmo pessoas com muito pouco background psicológico não tem problema em apresentar as características de suas próprias cenas vividas e discuti-las com seus colegas. Questões difíceis da personalidade obtém um gosto divertido, concreto e então menos complexo. Elas tornam-se dinâmicas e gerenciáveis novamente. Elas podem apresentar questões essenciais e o que pode iniciar uma mudança.


Trabalhando com metáforas em geral mobiliza-se a criatividade em processos internos e em diálogos com outros. Baseado no teatro metáfora, a ‘cultura’ de uma organização pode ser identificada e nós também podemos obter um olhar próximo em relacionamentos particulares dentro de times, organizações e setores. Cultura neste contexto significa a cultura da economia, a qual não é representada pelas artes ou páginas características dos jornais, mas pela seção de negócios. A importância de habilidades sutis para uma pessoa podem ser comparadas com fatores sutis da economia.



A Cultura de uma organização é igual a personalidade de uma pessoa no que se refere a seu sucesso e satisfação no mundo.


Frequentemente nós também prestamos muita atenção ao estilo do desempenho, o qual significa a forma como alguma coisa é performada ou encenada. O estilo pode ser a característica mais importante de uma pessoa ou de uma organização que qualquer outra coisa mais. Atualmente, quer ou não uma performance ou encontro é considerado como significativo depende de uma grande extensão do estilo.


Se alguém pratica regularmente redesenhar sua vida, será melhor preparado para situações nas quais as marés de tempo tenham mudado e seus interesses, oportunidades e pontos fortes tenham acompanhado esta mudança de acordo. Este exercício vale a pena porque auxilia a extrair o que é essencial para uma vida plena e para transferir as qualidades importantes para diferentes cenas e papéis. Se é então, capaz de fazer círculos de vida menores e maiores, sem abandonar as propriedades essenciais. No sentido de fazer isso, é útil saber os ‘ingredientes’ que permitem uma situação profissional ser experimentada como significativa.


Todos tem seu próprio perfil histórico no qual intuitivamente buscam correspondência. Entretanto, estes perfis históricos, projetos para identidade e significado não são fáceis de alcançar. Aqui é onde um diálogo sobre imagens de fundo pode entrar em cena.


Imagens mentais e situações profissionais


É possível, perguntando questões relativamente simples, encontrar coisas sobre imagens de fundo interiores as quais atuam como campos de força e modelam o desempenho profissional. Antes de ir além em detalhes sobre este conceito, quero voltar às origens deste trabalho.


Trinta anos atrás eu estava trabalhando em um escritório de aconselhamento estudantil, onde estudantes pediam meus conselhos quando eles se sentiam bloqueados em seus estudos e incapazes de fazer progresso. Os procedimentos de consulta disponíveis naquele tempo, na realidade, não funcionavam. Uma lacuna nas técnicas de trabalho ou outra mal função parecia não considerar o que acontecia.


Atualmente, eu tenho a impressão que aqueles estudantes perderam um sentimento importante - perderam o ‘percurso’ que usualmente levam as pessoas ao próximo nível, apesar do terreno incerto e difícil. Eles perderam a resposta para a questão ‘O meu atual percurso faz algum sentido?’. Eu me sinto compelido a iniciar com estes estudantes de novo, bem do início, para pegar o fio perdido ou enroscado do novelo!


Durante este tempo, eu aprendi sobre imagens guiadas e eu experimentei contatar as imagens originais dos estudantes sobre interesses na educação e profissão através da visualização. Eu perguntava questões como ‘O que você queria ser quando você era pequeno?’.


Homens jovens, em particular, tendem a dar me uma faixa relativamente estreita de respostas similares e eu não ficava seguro se isto nos levava a algum lugar. Uma resposta muito típica era ‘motorista de trem’. Entretanto, questões mais detalhadas revelavam informações características sobre a pessoa, isto é, ‘Que imagens/cenas mental você associa com esta ocupação?’.


Dentre as respostas estão:

1. “Eu e minha máquina - ninguém sabe como eu faço!”

2. “Eu e minha grelha - dois camaradas

viajando ao redor do mundo!”

3. “Tantas pessoas confiam em mim - Eu as farei chegar lá sãs e salvas!”

4. “O Expresso do Oriente - Muitos países. Excelente uniforme! Eu pessoalmente dando as boas vindas para todos VIPs na estação.”


Eu fiquei particularmente impressionado pela última resposta. Os estudos deste aluno pareciam nunca terminar, entretanto ele era um trabalhador apaixonado em tempo parcial. Qual era seu trabalho? - Porteiro usando uma farda requintada em um hotel de primeira classe!


Novos conceitos, exercícios e métodos de entrevistas foram desenvolvidos com base neste primeiros passos.


O conceito de imagens de fundo inspiradoras

Imagens internas trabalham a história da atividade e identidade profissional. Elas têm impacto nos papéis e cenários que adotamos, modelamos ou experimentamos como fatídicos e significativos. No sentido de compreender quais papéis tendemos a adotar e quais palcos e cenas somos atraídos, necessitamos explorar nossas imagens de fundo. Profissionalismo sem o poder de inspirar imagens de fundo é experimentado como superficial, fraco e um tempo difícil para criar campos de força inspiradores.


Imagens de fundo são frequentemente relatadas a outros tempos e outras realidades, assim seus significados para a situação profissional atual não é óbvia num primeiro olhar. Não é importante que elas sejam historicamente verdadeiras, nem que elas sejam um tipo de ideal positivo. O fato de elas terem sido adotadas e ainda influenciem a pessoa em sua história mostra a sua relevância e que representam forças dentro da pessoa. Estas imagens podem se originar na própria família de alguém, ou a partir de parentes distantes que pouco conhecemos, ou podem ser apenas histórias. A história social pessoal, contos de fadas lembrados, cinemas, e mesmo sonhos podem ser uma fonte importante de imagens de fundo internas.


Baseados nestas imagens nós organizamos nossa própria personalidade, bem como nossos relacionamentos com os outros. Isto é o motivo pelo qual faz sentido obter contato com elas, reenquadrá-las se necessário e adicionar qualidades esquecidas pela criação de novas imagens.


Perícia profissional deve sintonizar em tais padrões básicos da alma e harmonizar com eles, caso contrário o profissionalismo poder permanecer superficial e/ou tornar-se um dreno de nossa energia. O padrão básico de metodologia usado em tais sessões é uma entrevista como ilustrado no seguinte exemplo:


“X” trabalha para uma agência de consultoria com acordos de sucesso com clientes de alto nível. “X” não pode livrar-se do sentimento de que não pode manter os padrões nas altas demandas. Embora ele seja visto fazendo tudo com maestria da perspectiva de alguém externo, ele próprio está constantemente sob stress e tem o sentimento desanimador de estar sendo um impostor, que está prestes a ser revelado. Não obstante, colegas e clientes estão satisfeitos com seu trabalho, contudo em apresentações cruciais eles também sentem que muito de seu espírito se perde. Junto com um Coach, ele agora quer identificar e compensar suas deficiências. Desde que ele teve treinamento e aconselhamento neste assunto, muitas vezes anteriormente, sem resultados convincentes, ele não tem ideia do que poderá ajudá-lo, nem está muito esperançoso se ele honestamente pergunta a si mesmo. Quando oferecido, ele demonstra muito interesse em imagens, mas tem receio de que devido a uma falta de criatividade do seu lado, ele não será capaz de contribuir muito.


O seguinte parágrafo é uma versão curta da sessão:


Bernd Schmid: O que você queria ser quando era uma criança?

X: Um pastor! Eu vi um em uma filme uma vez.

B.S.: Vamos assumir que você se tornou um pastor e um filme foi feito sobre sua vida, existe uma imagem do filme no lado de fora de um cinema. O que você vê nesta imagem?

X: O pastor está sentado em frente de sua carroça ao pôr do sol, acari- ciando seu cachorro e contemplando os recém nascidos carneiros.

B.S.: Vamos além, assuma que um homem e uma mulher retornando de sua caminhada noturna olham essa imagem particular. Enquanto passam, alguém pode ouvir eles dizerem: “Esta é uma imagem im- pressionante de ...”, termine a frase.

X: “... como uma vida contemplativa pode trazer felicidade!”.

B.S.: Mantenha essa frase e a imagem em sua mente, vamos nos mover para outras imagens, para a vida profissional de sua família, por exemplo. O que aparece em sua mente primeiro?

X: Meu pai. Ele foi um serralheiro.

B.S.: Novamente, vamos assumir que um filme foi feito sobre a vida dele. O que você vê como imagem do filme deste vez?

X: Ele está absorto em uma conversa com um fazendeiro, enquanto ambos estão afagando um cavalo.

B.S.: Assim, o que os transeuntes dizem dessa vez?

X: Então, as pessoas ainda realmen- te conversam uma com as outras.

B.S.: Existem outras imagens que impressionam você?

X: O pai de minha mãe era comple- tamente diferente. Meu pai e ele, bem, eles não se encaixavam. Meu avô foi um leiloeiro no mercado de vegetais.

B.S.: A vida dele também foi trans- formada em filme agora? O que você pode ver como a imagem do filme?

X: Ele está em pé numa caixa, fazen- do uma pose e impressionando a audiência que vai aumentando.

B.S.: E o que os transeuntes estão dizendo? “Aqui pode-se ver que ...”.

X: “... a aparência é mais importante do que a realidade.”


Durante nossa conversa, X deu-se conta de que muitas situações em seu trabalho atual não tem a mesma qualidade que ele observou em suas imagens de fundo. Apresentações nas quais ele “não se deu bem” pareciam-se com seu avô. Aqui em particular ele sentia-se como um “impostor”. Entretanto, uma vez que seu foco maior estava sobre aqueles momentos, ele não levava em consideração outras partes significativas e de sucesso de seu trabalho.


Que conclusões nós podemos fazer? Ele tornou-se consciente de que ser contemplativo e estar em bom contato com outros é importante para ele sentir-se bem e agir convincentemente. Isto deu a ele idéias profundas sobre suas competências essenciais e o capacitou a valorizá-las e apresentá-las com orgulho. Além disso, se possível ele pode experimentar escolher papéis, situações e palcos que são mais adequados a suas habilidades essenciais e colocá-las positivamente a disposição de clientes e colegas. Ele não necessita mais interpretar este sentimento de não se sentir em casa durante as apresentações como uma deficiência, mas como não basta ter um jogo em casa.


Todavia, ele ainda pode atuar seu papel em tais ocasiões sem demandar muito mais de sua própria participação de um lado, mas também sem se distanciar muito de seu papel, por outro lado. Mais do que isso, ele pode fazer amigos com as imagens do seu avô, integrando os pontos fortes dele, integrando os próprios pontos fortes e mostrando mais compaixão e interesse pela conversa dos outros. Apesar destas poderosas imagens estarem lá, ele (provavelmente por causa da polarização de seu pai e avô) não tinha ainda as aceitado ou usado-as como poderoso recurso para si mesmo.


Este exemplo ilustra que nossa personalidade pode ser complementada por um diálogo com nossas imagens mentais. Assim, nosso expertise e o que é significativo para nós pode ser harmonizado com os requerimentos e características de nossa situação profissional. Isto frequentemente ocorre mais rápido e mais plausivelmente com o auxílio de imagens que quando outras abordagens são usadas.


Finalmente, eu quero dar um exemplo para ilustrar o problema de “adaptação” entre indivíduos e organizações, entre desenvolvimento de personalidade e desenvolvimento organizacional.


Um gestor trabalhando em uma companhia internacional que fabrica ferramentas e máquinas perdeu sua competência, auto confiança e poder sem compreender os motivos. Por anos ele foi um diretor de sucesso em uma firma local. Devido a reorganização da companhia, suas responsabilidades mudaram de supervisionar todas as seções em um local para uma seção em muitas localidades ao redor da Europa. Atualmente, isto foi supostamente uma melhora na sua carreira e eles estava plenamente qualificado para o trabalho. Entretanto, quando ele olhou no caleidoscópio de suas imagens de fundo, ele começou a compreender-se melhor. Todas mostraram ele como o líder de uma comunidade local.


Através da mudança ele perdeu seu modelo de “adaptação” entre suas competências essenciais e seu trabalho, entre atributos significativos das situações e suas novas responsabilidades dentro da companhia. Imagens de fundo são ferramentas úteis para examinar intuitivamente se desenvolvimentos em um time ou uma companhia adaptam-se ao atual do estágio das pessoas envolvidas.


Algumas vezes não existe adaptação desde o princípio, ou a adaptação fica perdida pela mudança organizacional ou desenvolvimento dos indivíduos. Neste caso, problemas de desenvolvimento pessoal colide com problemas de desenvolvimento organizacional.


Estes exercícios podem ser úteis em situações como no exemplo estabelecido acima a respeito de mudanças na posição e responsabilidade. Neste caso, eles deixam a área de treinamento e tem um efeito direto na realidade organizacional. Se a “Cultura” de uma organização permite um uso apropriado deste método, então isto se torna uma ferramenta poderosa. Nós temos desenvolvido exercícios que facilitam o exame de imagens relacionadas a estes assuntos. A seguir você tem um exemplo de um exercício para isto:


Exercício sobre imagens de fundo:


Desenvolvimento de indivíduos em uma organização.


Tempo necessário: ao redor de 90 minutos.


Este exercício foca na relação do desenvolvimento pessoal e o desenvolvimento de um time ou uma organização.


Você pode ilustrar suas percepções históricas e atitudes pela descrição de imagens internas em um diálogo sensitivo com outras pessoas. Você provavelmente obtém mais resultado quanto mais experiência e intuição você tem desenvolvido como profissional. Contudo, você pode começar a acessar o mundo das imagens com algum cuidado. Um ponto importante para manter em mente é que você está lidando com especulação intuitiva e não deve confundi-las com fatos, mesmo se eles forem notavelmente convincentes. Oferecer sua intuição com cuidado, humildade e deixar que o beneficiário faça uso dela ou não.


Questionar-se: Imagens de um time ou organização e de si próprio.


Encontre um colega! Mantenha as diretrizes para assegurar que cada um tenha as mesmas oportunidades.


I. Auto reflexão (5 a 10 minutos):

Ambos escolham um time/organização a qual você queira se referir neste exercício, uma organização e que você está ou uma parceira ou um cliente, o que quiser.


1) Deixe você se tornar consciente de imagens/cenas que espelham você em relação com o time/organização (“De onde eu venho? Onde estou agora? Onde estou indo?”). Intuitiva- mente selecione três imagens.


2) Deixe você se tornar consciente de imagens/cenas que espelham como você vê seu time/organização (“De onde eles vêm? Onde eles estão agora? Onde eles estão indo?”). Intuitiva- mente selecione três imagens.


II. Dialogue com seu parceiro (10 a 15 minutos cada): Decida quem começa.


1) Indique o time/organização escolhida e fale com seu colega sobre as imagens de você em relação a seu time/organização. Enquanto você fala, seu parceiro senta relaxado e está consciente de suas reações internas. Então ele/ela compartilha suas impressões e as imagens desencadeadas pelo seu reporte. Não discuta, apenas compartilhe!


Principais questões para seu colega:

- Que imagens desencadearam em minha mente enquanto te escutava?

- No que minhas imagens focaram?

- Que diferenças e complementos in- tuitivamente vieram em minha mente?


2) Agora troque de papel! Dialogue com seu colega (10 a 15 minutos):


III. Discutindo a experiência e as conclusões (15 minutos)

Compartilhe sua experiência durante o processo e os primeiros resultados. Não fixe as coisas, não perturbe além com pesquisas internas.

Questões principais:

- Quando minhas imagens internas sobre mim confrontaram minhas imagens sobre o time/organização, o que elas me disseram sobre a natureza ou qualidade de nosso relacionamento mútuo? Qual papel eu tenho?


- Onde eu sinto o relacionamento em harmonia? Onde existe uma falta de harmonia, talvez mesmo um conflito?


- Como estas imagens refletem meu desenvolvimento pessoal e o desenvolvimento do time/organização? Eles estão relacionados? Esta relação pode ser expressa em uma metáfora? (O que surge na mente? - uma imagem, um filme, uma peça, música,...?)


Referências

• Beratung, Wiesloch (Germany) for free: www. schriften.isb-w.de (category “I/II – Aktuelle bzw. Ältere Studienschriften”).

• B. Schmid (2001): „Persönlichkeit im Beruf als Erzählung” (Institutsschrift Nr. 41). Vortrag an- lässlich des ersten Weltkongress für systemis- ches Management 1.-6. Mai 2001 in Wien. In: Schmid, 2004, Kap. 18 (EHP-Handbuch Band II, Details s.u.).

• B. Schmid (2001): „Professionelle Begegnung und Persönlichkeitsentwicklung im Beruf – eine systemische Sicht“. (Institutsschrift Nr. 42). In: Schmid, 2003, Kap. 3.1 – 3.3.5 (EHP-

-Handbuch Band II, Details s.u.). In: Zeitschrift für systemische Therapie 04/02.

• B. Schmid (2004): „Seelische Bilder und beru- fliche Beziehungen”. (Institutsschrift Nr. 98). Vortrag anlässlich des Kongresses für Tiefenp- sychologie in Lindau vom 24.-28. 10. 2004. In: Tagungsberichte der Tagungen der Interna- tionalen Gesellschaft für Tiefenpsychologie (IGT) vom 24.-28.10.2004, Patmos-Verla- gshaus, Düsseldorf.

• B. Schmid (2004): „Sinnstiftende Hintergrund- bilder professioneller Szenen” (Institutsschrift Nr. 93). In: Coaching Tools. Erfahrene Coa- ches präsentieren 60 Interventionstechniken aus ihrer Coaching-Praxis. Herausgegeben von Christopher Rauen. Managerseminare Verlag, Bonn.